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Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Igatu / Chapada Diamantina-Ba, 2016.
Espigueiros. Portugal, 2017.
Espigueiros. Portugal, 2017.

Blumenau

ISBN ou ISSN: 

0006-5218

Autor(es): 

Yone Yara Pereira

Onde encontrar: 

Acervo Daniel J. Mellado Paz.

Referência bibliográfica: 

PEREIRA, Yone Yara. Enxaimel. In: Blumenau em Cadernos. T.55 n.6. nov/ dez 2014. Blumenau: Ed. Cultura em Movimento, 2014.

Eixos de análise abordados: 
Saberes tradicionais e espaço arquitetônico
Tecnologia tradicional no território e na edificação: vigências e usos contemporãneos
Território e etnicidade
Dados sobre o autor(es) e obra: 

Yone Yara Pereira é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1989), com Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos no VIII CECRE-UFBA (1993), e Mestrado pelo Programa de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo – PPGAU- UFBA (2009), com o tema Arquitetura de Imigração Alemã em Blumenau - Das Permanências às Transformações. É atualmente professora da Fundação Universidade Regional de Blumenau (SC) desde 1994, atuando nas disciplinas de Desenho, Projeto Arquitetônico, História da Arquitetura Brasileira, Patrimônio Histórico e Restauração, Ateliês.

Informações extraídas de: http://lattes.cnpq.br/8122020355714763.

Sumário obra: 

Não se aplica.

Resumo : 

O texto enfoca o enxaimel, técnica conhecida no medievo na Alemanha como Fackwerk ou Fackwerkbau, desenvolvida onde havia madeira em abundância, em especial, no centro do país. Desde a Idade Média se conhece três sistemas em enxaimel. O baixo-saxão, provavelmente o mais antigo, com baldrames e frechais (peças horizontais) contínuos, esteios (peças verticais) também contínuos, com fachada em balanço, poucas traves inclinadas na fachada e o contraventamento dado por mãos-francesas (Kopfbänder) internas. O alemânico, no sul da Alemanha, com esteios mais afastados e contínuos até o solo, e vigamento horizontal mais robusto, com contraventamento nas paredes externas – com formações chamadas de “mulher suaba” (Schwäbisches Weibel), “homem selvagem” (Wilder Mann) e “homem” (Mann) – e fachada também em balanço. E o sistema franco, presente no planalto médio da Alemanha, onde as paredes exteriores não avançam e com profusão de contraventamentos, formando intrincados padrões formais, mesmo com peças curvas. Toda a arquitetura centro-européia parte do espaço interior unitário, o Einbeitsraum, onde as pessoas, animais e tudo o mais se reunia ao redor do fogo. A subseqüente divisão em compartimentos se dá de acordo com a região. O processo construtivo do enxaimel guarda a característica de ter suas paredes montadas por carpinteiros no próprio solo. Após o preparo da matéria-prima (falquejamento e corte manual em tábuas e peças de madeira), o solo é pintado e a parede é inteiramente montada – ou piso a piso, ou completa, de mais de um pavimento – com seus encontros numerados. Depois era desmontada e remontada no lugar final. As construções em enxaimel na Alemanha apareciam geminadas, nas casas urbanas, e afastadas, nas casas rurais, formando assentamentos – Hof – com pátios, conformados pela casa principal e galpões para depósito ou estrebaria. No Brasil, o imigrante alemão primeiro vivia em um barracão, até que adquirisse a terra, derrubasse a mata e construísse sua casa. Sua fixação na terra correspondia a três estágios da moradia. A primeira casa era rústica, com cobertura de folhas, semelhante à dos caboclos. A segunda, de madeira. E a terceira, enfim, de alvenaria.

Data do Preeenchimento: 
quarta-feira, 25 Fevereiro, 2015 - 14:00
Pesquisador Responsável: 

Daniel Juracy Mellado Paz

Data da revisão: 
sexta-feira, 3 Abril, 2015 - 14:30
Responsável pela Revisão: 

Marcia Sant’Anna

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